ELISÃO FISCAL, SENTIMENTAL E SEXUAL

| 11 July, 2009

Olá, pinacotéquino leitor.

Sendo "Pinacoteca" uma das palavras mais fabulosas do nosso vocabulário, sendo que não tenho certeza se essa derivação aí que eu usei existe ou não. E, se existe, se é escrita assim mesmo. E, se existe e é escrita assim mesmo, se se aplica à vossa pessoa.

É tanta coisa que a gente não sabe!

Ontem meu mundo caiu, por que hackearam por alguns instantes [?] o ImageShack. Nossa. Que coisa triste. Pois o ImageShack é onde eu upo as imagens que coloco aqui e no ECGMN, então você calcule. No lugar da imagem aparecia um comunicado de um grupo terrorista chamado Anti Sec, cujo nome virou até trending topic no Twitter sem que eu e Igor entendessemos em absoluto do que se tratava. Eu não entendi até agora e o Igor está AUSENTE, então não posso saber se ele já entendeu.

E daí eu fiquei bem apavorada, mas agora parece que voltou ao normal. Mas não confio mais não. Cabô. ZUÔ A BANCA UMA VEZ, MERMÃO... PERDEU.


Agora não dá mais.


Com coisa que os coitadinhos [u.u] da DIRETORIA do ImageShack tem culpa.

Mas, agora tenho que achar outro HOSPEDEIRO para as imagens que pretendo usar daqui prá frente.


Hospedeiro: como fäs??//


Pinacoteca é uma palavra fabulosa, mas HOSPEDEIRO eu não gosto. Lembra bicho, doença, acho que vocês sabem do que eu tô falando.

Eca.

Ainda no ramos das coisas fabulosas, recebi ontem por email uma PIADA DE CONTADOR. Acho sensacional por que, oi, desde quando contador tem senso de humor? E eu não gosto muito de contar piada. Acho que contar uma piada para alguém é exigir muito da amizade da pessoa. Por que ela SEMPRE tem que rir, achando graça ou não, senão FICA CHATO. Mas vou mostrar essa piadinha em questão prá vocês, para que julguem o quão nós contadores somos divertidos, espirituosos, maliciosos e espertos. Ou não. NA TELA:


Um casal de contadores chega ao consultório de um terapeuta sexual.

O médico pergunta:
- O que posso fazer por vocês?

O rapaz responde:
- Você poderia ver a gente transando!

O médico olha espantado, mas concorda. Quando a transa termina, o médico diz:
- Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo. E então, cobra R$ 70,00 pela consulta.

Isto se repete por várias semanas! O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga o médico e deixa o consultório. Finalmente o médico resolve perguntar:
- O que vocês estão tentando descobrir?

E o rapaz respondendo, diz:
- Nada. O problema é que ela é casada e eu não posso ir à casa dela. Eu também sou casado e ela não pode ir até minha casa. No Motel Dallas, um quarto custa R$ 140,00. No Forest Hills custa R$ 120,00. Aqui nós transamos por R$ 70,00, tenho acompanhamento médico, descolo um atestado, sou reembolsado em R$ 42,00 pela UNIMED e ainda consigo uma restituição do IR de R$ 19,20. Tudo calculado o custo é só de R$ 8,80.

VIVA A CONTABILIDADE!!!


Queeeeeeee alegria!!!! <33333333>

Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Eu ri! Ri mesmo, achei genial! Não sei se é por que sou contadora, daí esse tipo de humor só faz sentido pra mim e pro pessoal DA CRASSE CONTADORA [/piadinha interna de contador, não repara], mas achei genial a malandragem da ELISÃO FISCAL aplicada à vida sexual. Sério. Olha que bonito. Elisão fiscal na vida sexual. Genial. Genial.

Hoje eu tô igual a mocinha do Manhattan, achando tudo genial.


- Tadsh, se controla por que.


Mas até aí tudo bem, sempre quis ser musa do Woody Allen.


- É fácil ser minha musa, é só.


Mas dizem que ele só contrata se for boa atriz.

Mas, falando em coisas fabulosas, falando de coisas geniais. Vocês conhecem Sophie Calle? Eu não sei se vocês viram, se ficaram sabendo, Sophie Calle é uma artista plástica que recebeu um email do namorado terminando o namoro. Até aí TUDO BEM, terminar por email é coisa de champs, falo nada. Mas ela pegou e mandou esse email do cara prá mais 107 mulheres e fez da resposta dessas mulheres uma exposição de arte. Do caraleo, hein? Quando fiquei sabendo dessa treta, fiquei abismada. Achei genial mesmo, pela coragem e pelo sangue-frio de Sophie. Aquela coisa sobre se expor sobre a qual falei mais recentemente aqui.

E nessas fiquei um bom tempo caçando material sobre essa exposição, querendo saber qual foi o feedback dessas 107 mulheres que receberam a proposta de analisar aquele email. Qual não foi a minha surpresa ao receber essa manhã mais um kit da Espalhe Marketing de Guerrilha ME convidando a dar o meu pitaco sobre o tal email. EU! EUZINHA DINO DA SILVA SAURO! EU!


Meu kit, looshooso. u.u


A proposta é mandar o meu feedback sobre o email, eu e mais algumas blogueiras selecionadas. Depois a curadoria vai escolher os 20 mais batutas, que farão parte de uma pós exposição no MAM da Bahia.

Tá bom que é um tema bastante espinhoso e doloroso e rancoroso e malévolo. Prá mim, é meiqui complicado mesmo, por que. Mas escrevi o que senti ao ler a carta, um pouco com medo de me expôr [/se meu texto for mesmo prá pós exposição], um pouco com receio de possívelmente magoar alguém [/não sei]. Mas escrevi e mandei, agora é nózes.


Né?


Prá quem gostou e/ou ficou curioso, aqui você pode ler mais sobre Sophie Calle e a carta de rompimento na íntegra. E aqui, a minha reação.

Não sei se vou ser escolhida, mas só o fato de ter sido escolhida prá PARTICIPAR significa muito prá mim, por que amei a idéia da exposição achei muito digno. Em tempos cada vez mais tecnológicos, a sociedade... HAFSDHASFDHAFDHASFDHASAS... Tá, parei.

E agora vou indo, antes que o Imageshack baleie de novo.


**UP DATE**

Picolinos, meu texto foi publicado no blog da Exposição. Sente a pressão, veja aqui. LOOSHO.

O DESVIO DA ESCALA RICHTER

| 09 July, 2009

Olá, amanteigado leitor.

Mas não amanteigado no sentido de O Último Tango Em Paris, calma. Amanteigado no sentido de deliciosa bolacha cremosa do pacote de 500gr que custa uma fortuna no mercadinho da vila.

Nesse sentido. Da doçura e do valor alto.

Não no sentido outro. Não sentido Marlonbrandesco. Não.

É no outro sentido, de café da manhã embolachado.

Entendeu?

E você pode reparar: nos dias que mais tenho coisa prá fazer é que invento de blogar pro RMM. Não sei que coisa que me dá. Se é panquice involuntária ou folguedo planejado. Coisa da cabeça, descontrole do coração. Verdade seja dita, muitas vezes o esporte mais radical que praticamos em toda a nossa vida é ficar arranjando sarna prá se coçar. E nessas, emails deixam de ser respondidos, scraps caramelados deixam de ser enviados e o desktop continua aquela nojeira.

Sem falar no meu quarto, nos meus livros, nos meus filmes e na minha coleção vintage de Tazos.

Não sei quando, nem por que, nem em que contexto, nem sei foi neste blog ou no outro [/Dory, é você?], mas sei que uma vez o Guto fez um comentário que era uma espécie de MALDIÇÃO ou PREVISÃO FUTURISTA, dizendo que eu ía acabar em casa em pleno sábado à noite, assistindo Zorra Total. Algo nesse sentido, não lembro direito.

Mas o fato é.

Eu assisto Zorra Total.


- AWWWW, MEWDEWS, TADSH, CARALEO MESMO, VIU?


Calma. Também não é bem assim. Quer dizer. Eu posso explicar, amor. Não é nada disso que você tá pensando. Primeiro que eu sei o real significado de ser um telespectador do Zorra Total, okay? Sei o quão looser isto é. Significa que sua vida social é inexistente, sua vida amorosa é nula e que sua estante de dvd's está vazia.

Não é bem assim. Minha vida social não é inexistente, ela é o que se pode chamar de... periclitante. Minha vida amorosa é nula, isso é. Mas por opção minha e dos outros. Minha estante de dvd não está vazia, pelo contrário. Eu inclusive faço uso dela. Mas só depois do Zorra.

Eu sei que Zorra Total é um programa chato, sem graça e apelativo. Eu sei. Mas digo mais, acho que nem é exatamente isso. Eu acho que Zorra é um programa antiquado. Programa de velho, se me permitem. Os meus velhos, ao menos, se partem rindo. Já a JUVENTUDE [/eu e você, olha que bacana!] não está ANTENADA com esse tipo de humor, prefere coisas mais corrosivas e contundentes como CQC e Pânico.

Falando nisso, é engraçado [/mas de um jeito TRISTE] perceber como o Casseta & Planeta vem definhando lentamente e deixando de lado a CRÍTICA SOCIAL e o humor inteligente para se tornar um típico programa de velho: piadas alienadas e escatológicas cujos temas invariavelmente orbitam ao redor da santíssima trindade do humor idoso brasileiro: infidelidade conjugal, mulher gostosa e homossexualidade.


-n

Uerever.

O fato é que assisto Zorra e aguento todo esse fasfalho de piadas prontas, nudez feminina despropositada e toda essa avalanche de bordões que nos assolam sem que a gente queira, mas sabe como é, aguento tudo isso só por um motivo.

Por amor.

Sim.

Olhando assim prá essa minha cara amargurada não tem quem diga, mas eu ainda sou capaz de amar! Sim!

Sou apaixonada pelo gordinho do Zorra Total.


- Gordinho? Que mané gordinho???


Calma, meu querido MOTORISTA da Millenium Falcon.

E te dizer que eu tive que PROCURAR NO GOOGLE o nome do tal gordinho por que, oi, nem sabia mesmo. Amo só por amar, olha que coisa mais linda. Aposto que quando você abriu o RMM hoje nem esperava todo essa orquestra de violinos, esperava?

O que você esperava?

Mas então, o tal gordinho se chama Leandro Hassum, NA TELA:


- AWEEEE... Ganhei do Han Solo! \O/


Sou doida nesse homem. Eu não sei, não sei explicar. Sei que é errado, que meu amor é PROIBIDÃO tal qual um funk carioca que faz geral tremer. Mas, como diz uma amiga, ele me puxa. That's it. Leandro Hassum me puxa. Tá bom que eu tenho uma queda, assim, ABISMAL por gordinhos engraçadinhos [/e também por magrelos mau-humorados, oi, curto os extremos], mas Hassum tem algo a mais além da banha. Ele é tão lindinho, tão fofo, tão divertido. *___*

O que sei sobre ele é que ele já fez ou ainda faz parte de algum grupo de stand up, tipo Barbixas ou Improváveis, mas não lembro de qual. Mas gosto mesmo é de ver ele no Zorra [!], onde ele sempre faz o gordinho desesperado e meio freak. MIACABO com os exageros e improvisos dele.

Sei também que ele está nesta edição mais recente da Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão. Mas só consegui assistir uma vez ele dançando. Por que, olha só que mente mais malandrinha a minha: eu aguento assistir Zorra Total, mas não aguento Faustão. Quer dizer, eu tenho a minha própria Escala Richter de quanta vergonha alheia posso suportar. Escala esta onde o Tiririca é o de menor magnitude (contrangedor, mas gosto e acho graça DE VERDADE) e o Faustão está no auge, é a maior dimensão de vergonha alheia possível, que culmina em raiva, nojo e desprezo pelo apresentador e possivel divisão da Terra ao meio.

Sendo assim, nesta minha Escala o Zorra Total penderia mais pro lado do Faustão, não fosse a magnética presença de Leandro Hassum no elenco, o que faz com que o programa vá mais pro NÍVEL do Tiririca da escala.

Sendo assim, você vê que sou um ser humano normal, não assisto Zorra por mau gosto ou por que acho o programa o novo Saturday Night Live das noites de sábádo ao vivo brasileiras. Não. Na verdade, quando acaba o quadro do meu gordinho, eu desligo a tv e SIGO MINHA VIDA.

E por aí você vê como a sociedade é injusta e TACA SUAS GARRAS sobre nós, pobres corações apaixonados indefesos. Por que não conheço ninguém NO MUNDO que goste de Zorra Total. Que bata no peito e diga: ZORRA TOTAL FOR THE WIN! Nem meus pais, que assistem com emoção todo sábado. E só por que gosto do gordinho, me sinto meio idiota, tendo que assistir Zorra Total ESCONDIDA para poder vê-lo. Eu não tenho culpa dele ter um emprego ruim!

Será que amar é sofrer?

Lídio me entenderia.

BRINCADEIRA MACABRA

| 01 July, 2009

Olá, imaculado leitor.

O post de hoje, ao contrário do que grita o título, não é sobre nenhuma brincadeira macabra, quis usá-lo só por que acho essa expressão violentamente hilariante e nada me alegra mais do que coisas violentamente hilariantes. E de qualquer forma, não há nada de errado em dar um nome totalmente equivocado e pretensioso ao que quer que seja, você veja por exemplo aquelas pessoas que dão nome de grandes personalidades aos seus bichos de estimação.


- Oi, meu nome é Hitler e eu gosto de ração!


Quer dizer, você dá ao seu cachorro o nome de Pablo Neruda e não espera que ele te escreva um poema, espera? Não. Então não espere muitas coisas macabras neste post, embora possa aparecer uma ou outra brincadeira.

Falando em dar nomes aos bois e aos bichos, fiquei simplesmente encantada ao saber que o menino mais bonito e querido que conheci nestes últimos meses tem um gato chamado BIGODINHO. Eu MORRO com essas coisas. É o tipo de coisa que melhora meu dia em dois tempos. Tipo: Caraleo, esqueci a chave de casa. Merda, putasqueopareo. Mas hey, fulano tem um gato chamado Bigodinho! HAFSDGSAFDHASFHA...\o/

Sempre fui de dar nome de gente aos meus gatos, a saber: Eduardo, Mônica, Gérson, Nelson, Toninho, Floriano e Pero Juan Pablo Caballero [/fase megalomaniaca]. Mas ultimamente estou numa fase mais simplista, já tive um gato chamado Picolino e na atual gestão temos aí o Begod, aka Big ou Piqui.


Eu e Begod, Begod e eu.


Fico imaginando como um gato chamado Bigodinho pode se impor perante a sociedade felina urbana. Quer dizer, como este gatinho se impõe na quebrada, na rua, no meio do gateredo? Chega no meio dos gatos e diz: Seguinte rapaziada, eu sou o Bigodinho e essa rua é minha!!! Você, caro leitor, levaria a sério um gato chamado Bigodinho? Assim, se você fosse um gatinho de rua [/e todos os gatos são de rua, mesmo os que tem casa] tu dava moral prum gato chamado Bigodinho?

Se você fosse um animal, que animal seria? [/caderno de confidências da 7a Série, pergunta número 72]


Eu seria uma gatinha! ;o)


Meu sonho mesmo é ter uma ovelha elétrica, igual o Rick Deckard. Ou até mesmo um Rick Deckard elétrico.


Dancing to electro-pop like a robot from 1984 ♫


Até prefiro.

Mas aí você me diz: Tadsh, sua besta, você tem um gato chamado Begod e fica tirando da cara do Bigodinho! Por isso mesmo! Reconheco que Begod não é mesmo muito popular na sua rua, tanto é que namora a gata mais feia do bairro, senão do universo, a Stefhany.

Ao contrário de sua xará, Stefhany não é linda, maravilhosa nem tampouco absoluta. Na verdade, Stefhany é uma gata extremamente oportunista, a gente vê que ela tá com o Big só por interesse e um punhado de whiskas.

Mas é assim que o mundo gira.

E tá girando PACAS, devo lhes segredar que hoje tomei o que se pode chamar de UM BALDE de café e tô me sentindo totalmente I'M THE CORNHOLIO.

Quero só ver o estrago.

Ontem foi um dia sensacional depois das dez da noite, quando Gui, o nosso eterno champs extreme, me deu a grata notícia de que Elvis Costello gravou uma música com a Bajofondo. Música esta que você pode escutar aqui.

Bajofondo, como todos sabem e poucos admitem, é aquela banda moderninha de tango perigoso. Dia desses vi eles no Programa do Jô, achei de uma malícia revigorante e baixei o cd. Escutei três músicas e fiquei entediada, mas isto por que estava numa fase mais revoltadinha, como os leitores mais atentos devem lembrar. No entanto, ouvindo agora esta inebriante canção deles com o Elvinho, me pego considerando a hipótese de escutar novamente Bajofondo e me render ao virtuosismo da malícia da maldade do tango hype.

Até por que.

Enfim.

Finalizando este post, gostaria de deixar alguns recadinhos rápidos, antes que estoure seu tempo na lan house:


CANTINHO DO LEITOR


#Mágoa
Ainda sobre o Concurso Cultural Respeite Meus Mullets. Tinha pedido pros vencedores mandarem uma foto com o Certificado de Participação. Só o Gui e o Ricardo mandaram. Para eles, meu muito obrigado. Para os outros, meu ódio eterno. ASDFSGFDHASFDHGASFDHAS... Menos pro Gutinho, que teve seu prêmio extraviado pelo Correio. :o(


#Marley & Mari
O livro Marley & Eu, que foi ofertado aqui ao leitor mais ligeiro e convincente foi para Mariane, do Bitpop. Pelo menos eu acho que foi, eu mandei! :o)


#Retificando
Não quer mandar foto não manda, gente. Tenho ódio eterno de ninguém não, gente. Foi só uma brincadeira.



Macabra.


Brincadeira macabra.

Tendel? Tendel?






Pegaaaaaaaaaaaay vossssssês! zo/

EU QUERO QUE MINHA RAIVA SEJA EU

| 28 June, 2009

FALADOR PASSA MAL!!!!

Olá, assustado leitor.

Chegaram a ver o Marcelo D2 no Programa do Jô, semana passada or something? Deu um pouco de vergonha alheia, parecia que ele tava tendo um dia de princesa, todo maravilhado e paga-pau por estar sentado lá naquele famoso sofá, bebendo naquela mítica caneca. Grandisbosta. Eu não sou assim a maior fã do D2, como já disse aqui, odeio essa vibe LEGALIZE dele, mas tem quem goste e talecoisa. O fato é que a gente não pode deixar de observar que D2 tem o dom DA PALAVRA, sei lá, as músicas deles tem uns versinhos até que bem impactantes e legais de se dizer, ainda que na vida real sejam pouco práticos.

Por exemplo essa frase:

FALADOR PASSA MAL!!!

É legal, você grita ela e se sente vingado por todos os pulhas que falam de você. Mas eles passam mal mesmo? Não passam, meus caros. Essa que é a derrota, eles não passam. Só você, que fica aí se remoendo por pouca bosta, é que passa mal.

Tem uma outra dele que é muito boa, dessa mesma música:

DEIXA, DEIXA, DEIXA EU DIZER O QUE PENSO DESSA VIDA, PRECISO DEMAIS DESABAFAR

Isso aí nem é dele, me parece. Me parece que é um sampler, mas mesmo assim. Que coisa mais impactante. Você fala uma frase dessa e SE PREPARA PRÁ ABRIR SEU CORAÇÃO. E você consegue? Consegue nada, seu looser. Desculpa. Consegue nada. Fica sempre pela metade tudo o que a gente quer dizer. Prá isso existem os blogs e seus posts ilimitados, prá você dizer, dizer, dizer... Nunca ser ouvido e nunca chegar a lugar algum. Que alegria.


Q-U-E A-L-E-G-R-I-A!


Mas por que é que eu não estou sorrindo, então?

E então, partimos para outro grande pensador da nossa época [que fase! que fase!], partimos para Gabriel O Pensador, que diz em uma de suas canções o desfibrilante verso:

EU NÃO AGUENTO MAIS DAR MURRO EM PONTA DE FACA. E TUDO O QUE EU TENHO É UMA FACA NA MÃO. AGORA EU QUERO O QUEIJO, CADÊ? TÔ CANSADO DE APANHAR, TÁ NA HORA DE BATER

Aí é a revolta, aí é a vitória. Eu sinceramente acredito que a raiva é o sentimento que move o mundo, pro bem e pro mal. É a raiva que impulsiona a gente a mudar as coisas que não estão indo certo, a levantar da cama e parar de chorar. Adoro raiva, juro por Deus. Atóron James Hetfield, do Metallica, cantando St. Anger, por que é a mesmo tempo tão irônico quanto verdadeiro.

E por que.


- Explica prá eles, Tadsh, peloamordedels.


Do começo da raiva, quando você fica bravinho e se defende bancando o ofendido (Falador passa mal!), passando pelo estágio em que você fica todo magoadinho fazendo beiçinho (preciso demais desabafar...), prá em seguida chegar no estágio em que sai dessa catarse e decide agir (Tô cansado de apanhar, tá na hora de bater), o ponto alto é quando você canta St Anger. Observe:


I'M MADLY IN ANGER WITH YOU. I'M MADLY IN ANGER WITH YOU. I'M MADLY IN ANGER WITH YOU. I'M MADLY IN ANGER WITH YOU.


Assim, várias vezes, com força. Pronto, você está verdadeiramente com raiva. Pronto, agora você analisou tudo e já sabe exatamente quem é o pulha que te deixou assim e como se defender. E a canção continua, definindo e categorizando sua raiva:

AND I WANT MY ANGER TO BE HEALTHY / AND I WANT MY ANGER JUST FOR ME / AND I NEED MY ANGER NOT TO CONTROL / AND I WANT MY ANGER TO BE ME


Eu vou tatuar Metallica na parte interna da coxa, juro por Deus. HAGFSDHGAFSDHAFSDHSA... Nem vou. Custa caro. Fica feio depois. Não vou com a cara do Lars, também. Não vou tatuar nada, aloka.


- É só não tatuar minha cara, sua besta


A questão nem é essa.

Eu já expliquei por que essa música é irônica? Ao que me consta, o álbum St Anger do Metallica foi lançado depois de certo hiato da banda, causado por conflitos de ego entre os integrantes. Aquela coisa toda. Todo mundo nervosinho no Metallica, brigando a torto e a direito. Acredito que tenha sido o Hetfield que compôs St Anger, por que vi em uma entrevista ele falando sobre essa canção e explicando que ela é exatamente sobre isso que eu acredito tanto: sobre a raiva que move as pessoas, a raiva necessária, que te mantém vivo, que te dá tesão pela vida e por continuar vivendo.

É irônico por que esse mesmo álbum foi duramente criticado PELA CRÍTICA E PELO PÚBLICO [/adoro essa expressão, acho tão incisiva!]. E falaram mal pacas do Metallica. E a ironia é que eles já tinham uma respostas às críticas ao álbum no próprio álbum! Eles não são uns gênios?


- Eu não teria tanta certeza, mas se tu tá falando... =D


Nesses últimos dias eu senti raiva de tanta coisa, de tanta gente!!! E eu me senti de mãos atadas querendo me defender de tanta babaquice que ouvi. Por que eu não podia, por que as pessoas que falavam eram pessoas que eu AMO. E a gente sempre tem que relevar e lalalala. E daí quanto mais eu falava, mais fasfalho eu ouvia. Mais raiva eu sentia. A raiva de mãos atadas. Meldels, alguém me tire daqui! Eu vou pegar a minha vida toda e vou reinventar ela. Só pode. Não tem outro jeito.

Eu ando com muita, muita raiva. Minha raiva tem nome(s) e endereço(s). Mas eu não vou dar murro em ponta de faca, eu não vou seguir a escola do Gabriel Pensador. Vou seguir a do Hetfield. Vou pegar essa raiva e fazer algo prá mim, vou fazer dela um motivo prá continuar escrevendo, falando o que eu penso, amando as bandas que eu amo e dizendo toda a sorte de sandices que eu posso, por que afinal, esse espaço aqui é meu, dane-se se você não aguenta ou não gosta. Eu vou continuar.

E falador vai passar mal. Ah, vai!

CHORA, BILLIE JEAN

| 26 June, 2009

Olá, fúnebre leitor.

Não tô nada boa. O motivo deste post da meia noite você pode até adivinhar.

Hoje em dia as pessoas tem tipo uma brincadeirinha: onde você estava no 11 de setembro?

Eu vou te falar onde eu tava quando o Michael Jackson morreu.

Olha o absurdo dessa frase, cara. Minha ficha ainda não caiu.

Mas, vamos lá.

Eu taha tranquilona, achando que podia me ausentar por uns instantes da internet [/tava de folga do trampo], então botei um away no msn e fui matar a 1ª temporada de How I Met Your Mother. Foram só 3 episódios, quando eu voltei o estrago tava feito e o twitterfox baleiava a mil por hora, de tanto fuxico e gente urubuzando o rei do pop.

Muita piada foi feita. E algumas realmente engraçadas! Mas, cara, é o Michael Jackson!!! Respeita!

Eu não era a maior fã do Michael. Eu quero dizer, eu não sei qual é o melhor àlbum dele e nem sei em que ano foi lançado. O que sei de Michael Jackson é o que ele representa: a minha infância.

Michael Jackson é: o filme dele que passava no SBT e eu assistia apaixonada, é meu irmão dançando o moonwalk e me matando de rir. Sou eu tendo medo do clip de Triller e meu pai me explicando que não era verdade que o Michael era zumbi!! Domingo na casa vó e os primos dançando Billie Jean. A vinda dele pro Brasil, na mesma época da Madonna e a gente pensando: se pudesse escolher só um, qual você iria?





- MICHAEL JACKSON!!!

A escolha era óbvia, fácil. Categórica.

Com ele morrendo, parece que sou eu que envelheço mais um pouco. Sou eu que perco um pouco do que eu era. Como um velho amigo que há muito não te vê, mas você diz: olha não precisa fazer nada, só fique por perto, okay? É claro, faz tempo que ele não fazia nada de novo e mesmo essa pretensa turnê 2009/2010 já tava com a maior cara de que seria cancelada. Mas, oras, ele estava ali. Era a lembrança viva daquela época boa que ele mesmo moldou.

Sempre haverão os cínicos e os hipócritas prá rir, tripudiar e querer destruir o mito que ele foi, querer diminuir a importância que ele teve. Coisa mais fácil é cuspir no prato, fico de cara.

E eu acho que sou muito do avesso, por me importar mais com figurinhas pop do que com pessoas de verdade, ao meu redor. Como se eu vivesse no mundo encantado de Hollywood. Deve ser. De qualquer forma, parece que eu precisava escrever sobre isso, por que desde que foi confirmada a morte dele, quem virou zumbi do Triller fui eu. Já vi filme, tentei dormir (sem conseguir), arrumei estante. Tô inquieta. Cansada sem conseguir dormir. Triste sem conseguir chorar.

Rei do pop, comedor de criancinhas, weird. Os títulos são muitos e a vida segue, um herói a menos. Mas hoje não consigo aceitar. Ainda não.


DO POP COREOGRAFADO AO POP CARAMELADO

| 22 June, 2009

Olá, incomensurável leitor. É assim que nós do RMM saudamos este inverno aconchegante que acaba de se aconchegar em nossas canelas: com um belo post sobre assuntos randômicos. No programa de hoje o grande tema central será o dilema to be or not to be aplicado à cena pop e ainda algumas pinceladas de sarcasmo infundado. Acompanhe.

Ontem numa conversa com o mais belo atrativo turistico de Natal, o meu inebriante amiguinho Vítor, ele cândidamente me questionou se McFly era uma boyband. Ao que eu vociferei:

- CLÁQUINÃO, TÁ LOCO? CLÁQUINÃO! ELES SÃO TIPO SUPER ROQUEIROS, BANDA SUJEITO HOMEM E TALECOISA.

Ao que ele, do alto de seu niilismo acachapante, respondeu:

- É, pela sua reação, eles definitivamente SÃO uma boyband.


- Odeio como você sempre tem razão, Vítor.


Tá, minha reação não foi das mais centradas e coerentes com a minha idade, mas aí é que tá o negócio. Na minha concepção "empresária da Caravana da Alegria", boyband tem um padrão definido. Aquele velho esquema clássico, que inclui cinco belas faces [/cada uma um "personagem"], corpinhos sarados, dançando de modo provocativo e maroto, cantando belas canções. Backstreet Boys é o ícone deste tipo de banda, na tela:


Quando éramos cinco. :o(


Já que BSB tem todas as características acima citadas e, exatamente por isso, tem a caracteristica primária que torna uma simples banda de baby faces numa boyband autêntica: deixa a mulherada enlouquecida e a meninada apavorada.


-Meninas, por favor, calma lá!


Sendo assim, seria fácil dizer que McFly é uma boyband: são quatro rostinhos bonitos, mexendo o quadril / olhando vocês meu queixo caiu, cantando belas canções e deixando a mulherada indócil. Mas o que me faz não aceitar que eles são uma boyband, o que me fez ARREPIAR o Vítor em defesa do McFly é que eles não tem três características fundamentais das boybands default como a Backstreet Boys, a saber:

  • Eles não tem "personagens" definidos [/ o malvado, o bonzinho, o maduro, o baby face, o esquisto]
  • Eles sabem tocar, e tocam.
  • Eles não fazem coreografias.

Mas depois eu fiquei pensando. Que banda é assim Backstreet Boys style hoje em dia? Que seja uma banda nova, não um reunion oportunista do Five [/bate na madeira] ou do próprio BSB, que voltou sem o Kevin, para o meu mais profundo desgosto. Hoje em dia essas bandas de pop comestível, feitas prá garotada, são assim como o Mc Fly: garotos bonitos e joiados, talentosos de verdade, com música boa de verdade. Sim, por que por mais que não seja o seu estilo, você tem que admitir que os caras são bons. Já ouviram a versão deles prá Don't Stop Me Now, do Queen? Então. Delícia. Coisa fina. Puro creme do milho. Chocolate com pimenta.


-Okay, Tadsh, até somos comestíveis, mas isso seria canibalismo!


Tá vendo? Por essa foto você já vê, fica difícil acreditar que uma banda com tanto mocinho gostoso do caraleo bem apessoado assim NÃO seja uma boy band.

É aí que eu cheguei à conclusão que McFly é tão boyband quanto Backstreet Boys, a questão toda é que mudou o conceito de boy band. É isso. Com a globalização, o twitter [?], a invenção da pilúla do dia seguinte e da bundalização da MTV, observa-se que hoje em dia a garotada não quer mais coreografias bonitas encenadas por belos corpos sarados.


-Não?

Não, caraleo. Veste essa calça!

A meninada hoje quer roquenroll e ATITUDE e é aí que entram essas boyband new generation: com mocinhos bonitos, canções açucaradas e - quem diria! - cérebro. Ou pelo menos um pouco de cérebro, o suficiente para não babar nas entrevistas e prá enganar a meninada.

A metodologia antiga da Caravana da Alegria, da beleza pela beleza já não funciona mais. As gravadoras brasileiras ainda se esforçam, mas a última tentativa deste gênero foi.... BroZ??? E todos lembram o que foi o Broz.



- O que? O que que foi? o.O


Foi um grandessíssimo vexame e Rick Bonadio até hoje pede desculpa toda noite a Deus, em suas orações.

E daí nessa vibe de bandinha roquenroll pré-fabricada, começaram a surgir essas bandas tipo McFly, que você escuta achando que é rock caramelado, mas no fundo são POP caramelado dos infernos. Mas você escuta susse, você pensa:

- Ah, eles nem fazem coreografia, eles não são boyband, tá tudo dominado.

Quando na verdade, na verdade, NA VERDADE você acabou de cair feito um patinho no novo pop enlatado e se não é o Vitor te avisar, você estaria enganada pro resto da vida. Tipo, com 25 anos na cara e cantarolando McFly e Jonas Brothers como se tivesse cantando Beatles.

E aplicando esta nova máxima no cenário pop brasileño, eu acho que uma banda que também é muito da caramelizada e os fãs não querem admitir é a Fresno.

- Ah, pronto, agora sobrou até prá gente! u.u


Sério. Por que eles são malvadinhos, eles são bonitos, eles não fazem coreografias, eles tem até que certo talento e. Ah, vocês sabem que eu tenho essa coisa com Fresno, é tipo uma droga que eu não consigo largar. Me processe. Asdsgdgsadfha.... Me processe, me dê uma noite com o Tavares. Ou com o Luks. Ou com o Luks e o Tavares e um par de algemas. HASDFAHGSDFHASFDHASD.....


- Calma, Tadsh!


Tá, parei. Mas daí que eu acho bonito, acho que esse novo conceito de boy band é muito válido, é muito bonito. Tamo aê na atividade e talecoisa. Até por que é bem menos vergonha alheia gostar de uma banda assim, quer dizer, Backstreet Boys era bacana, mas muitas vezes eu não conseguia acompanhar a coreografia.

Daí agora aparece esses polaquinhos caramelados, cantando bonito e dizendo que me amam, eu vou dizer não?

Eu não vou dizer não. Elvis Costello que me perdoe. Eu não vou dizer não.




VAMOS PARA OS COMERCIAIS

| 17 June, 2009

Olá, conclusivo leitor. Como vai essa vida? E aquela? E a dos outros?

A minha tá maravilinda. Tem sms maroto pela manhã, tchau bonito pela tarde, corações flamejantes pela noite. Aí é que você vê que Jesus Cristo é que tava certo.

Sem querer criar climão. Que tudo tem limite, senão vira bagunça.

O motivo do post da meia noite de hoje é um motivo muito bom. Por que.

Hoje inauguramos com muita pompa e um pouquinho de alarde a tag JABÁ no RMM. asdfashgdfahsdsa... Assim.

Depois de anos de muita luta e fascínio, maldades e neologismos bestas, o RMM finalmente ganha um presente. Além dos presentes que todos os meus leitorzinhos me dão todos os dias, entre scraps envoltos em camurça, twitts e DM's açucarados, pôsters que me fazem CHORAR EM ARAMAICO, emails apaixonantes e chaveiros alucinantes. Óun.


- Tadsh, só tenho meu filhotinho prá te dar. Aceita?


Não vai chorar.

Aí hoje eu cheguei do trampo, veloz que um jaguar. Eu tenho um monte de filme aqui prá ver, falando em jaguar. Tenho:


Nossa, olhando em perspectiva nem é tanto filme assim.

:oP

Mas, como eu dizia. Hoje eu cheguei do trampo e tinha um presente prá mim. Foi enviado pela agência Espalhe Marketing de Guerrilha. Uma camiseta e um paaaar de Trident, da nova ação da Trident. Pelo o que entendi, é uma ação um tanto quanto lasciva e repleta de perigón, que visa incentivar a meninada a beijar na boca de modo descompromissado e fogoso.

ATÓRON.

Olha só, meu-kit-que-eu-ganhei:

LOL


Então como gostei, achei digno, achei adequado, achei bonidimais, resolvi mostrar aqui o meu presente, aproveitando prá agradecer a Marketing de Guerrilha e avisar que tamos aê, beijomeliga, Gabi atóron o perigón teu.

Sem contar que achei MARA essa coisa de eu ser premiada pelo meu blog e pela minha solteirice. Quem diria! Há alguns meses atrás, eu estava chorando pelo chifre derramado! Mas quem vive de chorar por ser chifrado é Reginaldo Rossi e Falcão, no que, aliás, eles são mestres.


- Vai querer se comparar??


Não. Por que, você há de concordar comigo: ganhar presentinho libidinoso só por que escrevo bonito e sou solteira é bão demais.


Ó PAI, Ó!

Vesti a camisa!

\o/