18 November, 2009

EU ME APAIXONEI PELO ARMÁRIO ERRADO

Olá, esperançoso leitor.

Leitor bonito, sagaz, que nunca desiste.

Estou falando com você, meu teco-teco. Você deve estar aí fazendo o Tim Maia e pedindo prá mim te dar motivos para o suave ostracismo do RMM, mas calma que.


- Ahnm, quer saber de uma coisa?


Não vou dar motivos pela minha ausência não, na verdade ninguém liga pros motivos de ninguém. Mas se serve de aviso, vou avisar: vou sumir mais ainda. Depois eu explico o por que. Mesmo ninguém se importando com os por ques alheios e talecoisa. Por enquanto fica só o aviso. Segue o baile.

E então eu estava dentro deste ônibus, totalmente Bon Jovi da vida, totalmente destination anywhere e então eu estava bem tranquila e a moça do meu lado falou prá moça do lado dela:

- Mas eu me apaixonei por aquele armário.

E eu me perguntei, assustada e confusa, tal qual meu primeiro dia na creche, lá se vão uns 23 anos:

- Estamos em Nárnia? É isso, estamos em Nárnia?

Estamos em Nárnia?


VOCÊ ESTÁ AQUI


Como uma pessoa pode se apaixonar por um armário? Tanta coisa na vida prá se apaixonar e vai se apaixonar por um armário? E outra: nem em Nárnia a galera curtia tanto assim aquele armário, ele só era usado como portal, como todos sabem. Isso é amar um armário? Apenas usá-lo, seja para entrar em mundos paralelos, seja para guardar suas roupas? Isso é amar? Hein, gente? É assim que você ama o seu homem armário?

Eu sei, a gente tem amores esquisitos. Tente lembrar os 5 primeiros caras que você beijou na vida. A gente tem mesmo amores muito esquisitos. E às vezes o conceito de amor de algumas pessoas é mesmo esse: usar. Não é mesmo? A amiga dona-de-casa com certeza tem uma história triste para lembrar, de quando foi usada por algum traste e se sentiu pior que um móvel. Seja ele colonial e de Acajú ou não. Eu pessoalmente não me sentiria melhor se fosse um móvel Colonial de Acajú.


Cinto sem maldade? Castidade?


Mas a questão nem é essa.

A questão é essa: Acho engraçada essa mania de dizer que tá apaixonado por um objeto. A personificação do consumismo. Dizer que fica namorando a vitrine. Acho meio bizarro.

Não que eu não tenha as minhas obsessões. Ô se tenho. Mas não deixa de ser engraçado ver alguém falando isso, por que eu fico imaginando: se agora ela está apaixonada pelo armário, logo mais estarão namorando.... E aew saindo juntos passear, conhecendo as familias um do outro, depois morando junto e aew....


- Oi, amoooor!


Ou seja.

Fica complicado.

Mas este é o universo em que vivemos, eu não tô aqui prá julgar, toda forma de amor é válida e até de certa forma isso é bacana, por que sobra mais homem na praça. Não que isso agora me interesse, estou namorando. Hihihihihi

Sei lá.

E nessas o que eu ía falar prá vocês, que avisei no começo do post, é que, como a maioria provavelmente já sabe, estou indo para São Paulo amanhã.

O que vou fazer lá? Não interessa.

Quando volto? Não sei.

Mas uma coisa que seria legal você saber (e é por isso que estou contando, senão continuaria dando essas respostas grosseironas) é que estando na maravilhosa terra da garoa, a suntuosa São Paulo participarei do Luluzinha Camp.



O Luluzinha Camp é um evento lindo, glamouroso e joiado que acontece em várias cidades do país (menos na minha, LÓHICO), destinado à reunir em volta da fogueira a fina nata das blogueiras deste brasilzão chamado Brasil. Fina nata esta à qual agora faço parte, pois paguei a inscrição a tempo.

E então ficamos em volta da fogueira, comendo marshmallow e tocando Legião Urbana no violão até que.

Acabaram de me avisar que não vai ter fogueira.

:o(

Mas de qualquer forma, a mulherada se reúne, conversa sobre várias temas da blogosfera e do Universo ENQUANTO LUGAR ONDE VIVEMOS, troca seus pertences no bazar, come quitutes, é sooper legal.

E eu vou, estou muito feliz!

Não sei se ainda dá tempo de se inscrever, mas fikdik. Vou ser da gangue da minha querida amiga Gabi, que inclusive neste post do seu blog explica de forma bem mais inteligente e sagaz o que é o Luluzinha Camp.

E eu agora sou uma luluzinha. PHYNA.




E então é por isso que estarei afastada DAS INTERNETCH por uns tempos. No twitter ainda estarei postando, pois sou eterna na TIM e sms prá eles é lixo, sempre tem aquelas promoções ótimas e eu posto por celular mesmo. Mas aqui no RMM, no Elvinho e nos msn da vida eu quero e vou dar um tempo. Só por enquanto. Vocês me esperam? Continuarão me amando?

Eu continuarei. Nosso amor vai ficar aew na eternidade, leitorzinho querido. Não me esqueçam, eu vou me esconder só um pouquinho, mas já volto.




Não me esqueçam não.

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29 October, 2009

E EU, QUE SOU ETERNA?

Olá, suntuoso leitor.

É para aproveitar o clima fantasmagórico do dia das bruxas vindouro e para fazer um bom uso desta linda oportunidade de falar besteira que cada novo dia nos trás que o RMM vem até você nessa cálida manhã (?) e eu não sei muito bem por que não falei tudo isso antes.

É difícil abordar certo assuntos e em 90% dos casos a gente está pirando de um jeito errado em coisas que estão longe de ser certas.

Mas vamos tentar.

Me lembro como se fosse amanhã. Quando o filme dos Simpsons foi lançado, foi aquela comoção. Capa da Rolling Stone, críticas em todos os sites de cultura pop e em todas as revistas de cinema. Todo mundo falando super bem, era o filme DA VIDA, tipos que Cidadão Kane agora era prá limpar o barro do chinelo. Bom mesmo era o filme dos Simpsons. Divertidíssimo, espirituoso, bem elaborado. Tipo você, depois de tomar um Red Bull. Perfeição.


- Meldels, que idéia maravilhosa! Simpsons em filme!


Mas isso, enquanto o filme estava na pré-estreia. Isso enquanto só essa galerinha formadora de opinião tinha acesso a ele, nas premieres da vida. Blogueiros selecionados, revistas com acesso irrestrito aos estúdios, essa pataquada toda. Só eles tinham visto o filme, você não. E o filme era perfeito, nossa, você tem que ver. Mas você não podia. Ainda.

Depois da estréia nos cinemas e mais à frente, depois que o filme foi lançado em DVD, aí a crítica mudou. As mesmas revistas que colocaram Simpsons - O Filme na capa apontando-o como o salvador da sétima arte, agora diziam que era um filme mediano, com piadas previsíveis e um fim óbvio. Jura? Como foi que mudou? Quando?

Parece que esse povo gosta de incentivar uma vibe meio Quico, sabe? Eu tenho um pirulito e não te dou. Uma delicia esse pirulito. Mas aí se chega a sua hora e o Senhor Barriga te dá dinheiro prá comprar um pirulito só prá você, aí já não é mais tão legal assim ter um pirulito. Aí perde a graça, todo mundo tem. Grandesbosta, pirulito.

É a mesma vibe que já dá prá sentir em This Is It, filme póstumo e de OMENAGY ao nosso deslizante Michael Jackson, que O Criador o tenha e o guarde em refrescante lugar. Primeiro que já começou errado com essa história de estrear no mundo todo exatamente no dia 28/10 e mandatoriamente ficar apenas duas semanas em cartaz. Só prá criar aquela URGÊNCIA no pessoal com EXCESSO de personalidade que acredita que o mundo vai acabar se não conseguir ficar por dentro dos assuntos do momento, no momento.


- Meldels, eu PRECISO ter essa revista autografada!


Eu não tinha nem a mais leve ilusão de assistir o filme no seu lançamento, pois minha cidade tem apenas dois cinemas e para você ter uma idéia UP só chegou aqui semana retrasada. Então você calcule.

This Is It estreiou ontem e pelo o que tenho lido é o melhor filme do mundo de todos os tempos da última semana. Claro que nessa euforia toda conta muito o fato de ser um filme póstumo e de omenagy, como disse na lauda anterior. Sabe como é, morreu virou santo. Mas ainda assim me parece um pouco exagerada essa reação de quem já assistiu. Não duvido que o filme seja bom, é o Michael Jackson CARALEO, mas... Menos, hein? Vamos com calma.

Não vou mentir. Quando vi o trailler no cinema uma lágrima rolou. Os caras não fizeram o filme à toa. É prá emocionar e vender a milhão. Tudo bem. Mas quando se trata de crítica a gente tem que ser coerente e para isso tem que ter os nervos de aço e não se deixar levar pela emoção. Tem que ser tipo o Bruce Willis em Duro de Matar. Tem que ser frio, imparcial. Por que é muito chata (e INJUSTA) essa coisa de supervalorizar só prá depois botar prá baixo.


- O negócio é que a galera cansa rápido, papito.


Vocês estão me entendendo?

Entrementes, fui acordada dos meus sonhos com a Paulicéia Desvairada [que em breve visitarei] por um twitt da minha querida Mayra mandando avisar que a galerinha esperta e jovial de Lua Nova estará no nosso envolvente país no mês que vem. Não toda a galerinha, só os mais quentes do momento, o Jacob e a Bela.


- Bora pro Brasil, minha branquinha?


Acho legal essa coisa que eu e a Mayra temos: a gente tem o msn uma da outra, tem o gtalk uma da outra, tem até o TELEFONE uma da outra, mas a gente conversa mesmo é por twitter. Acho bacana essa coisa de encardir a timeline dos nossos amigos em comum. Curto mesmo. Só quando são os outros que fazem isso comigo que eu não curto. Agora, quando sou eu ali, acho bacana. A vida é essa. Dois pesos e duas medidas. Pimenta no dos outros. Essas coisas. Você tem twitter, você me entende.

Mas, eu falava do Jacob e da Bela.

Não é de hoje que ser vampiro é cool. Desde que Drácula apareceu, lindamente interpretado pelo finíssimo Bela Lugosi, que a galera tá ligada que morder pescoço é coisa boa. Mas foi só depois de Anne Rice que a VAMPIRAGY se tornou essa coisa assim tão perigosa, tão sexy, tão safaduxa. Ah, Lestat... Ah, Louis... Saldalds, meus branquelos.


- Tu lembra dela? Não tô lembrado!


E então chega Crepúsculo e toda essa onda de beber sangue começa novamente. Mas como é de apelo JUVENIL começa a ficar CHATO. Por que como todos sabem: MOLECADA É CHATA. Não que a vampiragy tenha deixado de ser legal, mas cansa. Dá uma saudade danada daquele tempo marginal na aurora da nossa vida, em que éramos infantes malandrinhos, pegando A Rainha dos Condenados na biblioteca municipal e se achando os mais perigosos do bairro. Agora tudo é vampiro. Seriados, filmes, gibis. Tudo. Dá uma preguiça lascada explicar que você curte True Blood sim, mas você é truezão de vampiro. Você lia A História do Ladrão de Corpos. Molecada nem sabe o que é isso. É tipo dizer que gosta de Green Day prá um moleque que só escutou de American Idiot prá cá (teve mais alguma coisa depois disso, aliás? Eu parei nesse).

E outra: Jacob e Bela darão as caras nas nossas terras no dia 1º de novembro e há de se pensar se não é uma canhestra OMENAGY ao dia dos finados, já que os caras são eternos. Né? Uma pena o Ed Cullen não vir junto também. Mas ele é eterno, tem a vida toda para aparecer por aí. Estamos esperando calorosamente.


- Ah, vou só pro carnaval!


Uma coisa legal nessa onda aew de vampiro e seus coligados é que acabaram ressuscitando [/oi?] a lenda dos lobisomens também. Essa coisa tão latina e anos 80 que é esse ser MITOLÓGICO chamado lobisomem. Um Lobisomem Americano Em Paris, Um Lobisomem Americano Em Londres, O Garoto do Futuro e até o brasileiro O Coronel e o Lobisomem. Quem curte? E antes era apenas perigoso e capilarmente repugnante, mas Jacob chegou prá mudar isso. Ser lobisomem agora é sexy. Ô.

- Ah, sei lá. Normal.


Ô se é.

Aliás, está previsto pra 2010 a estréia do remake do clássico O Lobisomem, de 1941. Dessa vez o lobinho será Benício Del Toro e a mocinha a Emilie Blunt. Quer dizer, coisa phyna e eu quero ver. Com certeza será o melhor filme do mundo e lalalalala. Nem.

Por que né? A vida é eterna, a vida segue. Sei que entre vampiros e lobisomens fica dificil decidir. Lestat ou Ed Cullen? Jacob ou Larry Talbot? Ainda bem que eles são eternos. E eu também.

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27 October, 2009

MELHOR OUVIR DO QUE.

Olá, intinerante leitor.

O coração a ver navios, o sentimento voando longe. Como é para você viver assim todo dia, com a cabeça dentro de um trem indo prá lugar nenhum?

Você tá entendendo o que eu tô querendo te falar? Tá sacando?


- I CAN READ UR MIND?


O leitor foi simpático e pediu, a gente vai atender. E não há nada mais bonito do que leitor informado, solícito, salutar, amável. Adoça a vida de quem escreve, carameliza a vida de quem lê. Doce, a vida é um doce. Vida, mel. Você sabe a letra. Canta, vai. Não vá trair o movimento justo agora.


- I CAN SING SONG?


Más notícias: mesmo com muita pesquisa, a questão do lactobacilo ainda não foi elucidada por completo. Como eu venho frisando há tempos aqui no RMM: prá SAÚDE a medicina evolui que uma beleza. Prá COISA SOCIAL, estão pouco se lixando. A vida é essa: tá todo mundo pouco se lixando. Aguente isso.

Mas nem tudo está perdido: muita gente colaborou e deu seu palpite. Então hoje acordei cedinho, imprimi em papel-rascunho todos os comentários e levei para um renomado Instituto de Pesquisa Científica Empírica e Tecnológica que fica aqui do lado da minha casa. Perguntei : Q Q 6 ASHAM? Eles me deram um recibinho em 3 vias, assinei duas e fiquei com uma. Falaram que em 15 dias me ligam. Vamos ficar na torcida. O atendente era uma gracinha, se você não tem preconceito em namorar alguém com guelras.


- I CAN C YOURS SKILLS?


Mas nada disso faz sentido e acalma seu coração se você escuta conversa alheia sem querer e é coisa chata de se ouvir. Por que ainda se é um bafão super perigoso G-G-G-G-G-GOSSIP FREAK STYLE ainda vai, né? Ainda vai. Mas o ruim da vida é que o ouvido da gente é do tamanho dos ombros do Drummond e assim como eles suportam o mundo. Involuntariamente.

Vou te contar o que aconteceu: hoje no dentista, na sala ao lado ouvi um velho [tinha voz de velhote] falar em alto e bom som:

- MAS CENTO E CINQUENTA REAIS UMA DENTADURA?

Se eu não estivesse com dois chumaços de algodão, um sugador e uma broca dentro da boca na hora, teria rido. Se eu não soubesse intimamente que amanhã pode ser eu ali gritando pelo preço abusivo da dentadura, teria rido também.

Mas eu não ri.


- I CAN MAK U LAFF?


Sempre me fascinou de maneira doentia essa coisa de usar dentadura. Corega Tabs. Sabe? Morro de medo. Mas é a vida, a gente envelhece, perde a vergonha e os dentes. E então um belo dia você veste o pijama e fala prá si mesmo:

- Vou tirar a dentadura e dormir.

Ou seja:

- Vou tirar MEUS DENTES e dormir.

Tem umas coisas que não deveriam ser tiradas de nós, né gente? Dente. Pai e mãe. Não podesh. Tem coisa que nasce com a gente e assim deveriam permanecer.

Outras coisas a gente vai acrescentando pelo caminho. Eu tinha um amigo que usava boné o tempo todo, uma época. Ouso dizer que por uns 5 anos eu nunca vi ele sem este jovial e moderno acessório do vestuário masculino em sua grande e ociosa cabeça de melão. Diziam as más linguas que se ele tirasse aquele boné nascia outro no lugar. No caso do boné seria um tanto quanto chato, mas no caso dos dentes não seria legal? Devia ser assim com os nossos dentes. Evitava pelo menos da gente ouvir esse tipo de coisa em plena consulta odontológica e ter que segurar o riso NA CÓRNEA.

Não foi nada fácil.


PS: Não precisam ter ataque pelo meu inglês nas legendas das imagens deste post. Foi tudo gerado no Speak lolcat. E se você não gostou,



- I CAN HAS UR RESPECT?

Paciência.

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23 October, 2009

LACTOBACILOS: ELES EXISTEM MESMO OU ...

Olá, dialético leitor!

Será que os lactobacilos existem mesmo? E se existem, o que fazem nos sábados à tarde? Eles torcem para que time? É o que descobriremos esta madrugada (?) em mais um fascículo de:




Dando prosseguimento à esta maravilhosa série que começou do nada e agora não sei como terminar, hoje falaremos dos lactobacilos, estes bichinhos marotos e invisíveis, tipo o seu FWB.

Pelo menos, era o que eu pretendia e o que você esperava, mas IN FACT se você pensar bem perceberá que sobre os lactobacilos não há muito a ser dito. Eles estão lá você querendo ou não. Te fode aew, eles dizem pros mais incrédulos e seguem a vida. Pois mesmo que você não acredite que eles estão vivos dentro do potinho, eles continuarão lá de boaw, os próprios Gatos de Schrödinger dos laticínios.

Quanto ao seu formato, hábitos e predileções, fica complicado argumentar, pois cada um é cada um. O último censo lactobacílico trouxe números conflitantes e quebrados, o que deixou o pessoal da pesquisa triste afudê mas não os impediu de fazer aquele churrasquinho no final do expediente.


- Tá uma DELISSA!


Sabe que um tempo atrás uma amiga minha iniciou uma dieta de lactobacilos e levava um potinho deles todo dia pro escritório. Olha as pira! E não era Yakult não, era o próprio bicho. Era uma coisa um tanto quanto bizarra e constrangedora, mas ela o fazia assim mesmo. Ela tinha tipo UMA CRIAÇÃO de lactobacilos, por que bebia um copo PURO todo dia e nunca acabava aquela porcaria. Dizia que era bom prá saúde in so many ways que eu não sei como ainda não tinha sido incluído na merenda escolar.

Certa vez pela manhã, num momento de descontração ela me ofereceu um copo da tal bicharada, como se fosse algo normal e corriqueiro um copo BEGE (o atual NUDE) de tanto bicho nadador. Posso ser sincera? Sei que posso, pois relação é toda trabalhada na sinceridade e confiança mútua. Então vou falar: confesso que tive medo e não bebi. Sei lá. Os bichos tão vivos! Ou não. Olhaew o Schrödinger aprontando de novo. E outra: vegetariana pode tomar essas coisas? Tipo, Yakult? Olhaew o conflito ético. Tô confusa.


Mas é que eu fico confusa


De qualquer forma, Yakult nunca foi minha bebida favorita, nem mesmo na mais picolina infância. Meu irmão que gosta, mas prá você ver o que é a genética enquanto ferramenta evolutiva: o filho dele não gosta.

E assim a vida segue.

NEXT!

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20 October, 2009

DIGNIDADE: ONDE COMPRAR? COMO MANTER?

Olá, periódico leitor. Gostei da camiseta. É nova? Não? AHHHHHHHH, É AQUELA! Lembray.


- Noé nova, é velha!


Na manhã de hoje (?) daremos prosseguimento a série de posts cientificos do RMM que vem tratando de temas que tanto te afligem mas a mim pouco importam, tais como VIDA, SAÚDE E SOCIEDADE.

No post anterior falamos da velhice saudável e nos comentários todos concordaram que estão velhos e com o pé na cova. Maravilha.

Hoje falaremos dos remédios enquanto panaquice pouco desenvolvida. Vamos lá.


- Maravilha, tá na minha!


É certo que a ciência evoluiu muito, mas é tanta doença nova e tanta profilaxia velha que de certa forma não muda muita coisa. O princípio ativo é sempre o mesmo, só mudam os pormenores em volta. Das células-tronco ao mapeamento genético, passando pela invenção da penicilina e a descoberta das propriedades medicinais da catuaba, muita coisa foi feita mas sempre tendo os mesmos resultados. A cura foi encontrada para uma pá de coisa, para outra pá de coisa encontrou-se apenas paliativos e para outra pá de coisa ainda se está longe de achar uma solução e está todo mundo lascado, mais ou menos.

É muito interessante observar, se você estiver a fim (por que eu tô), que os avanços medicinais e tecnológicos sempre são vistos com mais frequência no RAMO DA DOENÇA e não no RAMO SOCIOLÓGICO.


- Sociológico? Que mané sociológico?


Calma que eu explico.

Se você pega um resfriado, é fácil ir na farmácia comprar uma porcariada qualquer lá, fazer manha por 3 dias e PRONTO! Você está vivão novamente. A mesma coisa nos casos de tosse marota, febre descompromissada, ronquidão no peito, ressaca, nariz gotejante, etc. É tudo rapidão para ficar SARADO, graças às maravilhas da medicina moderna.

Já outros problemas requerem um tratamento mais prolongado, mas são igualmente sanados. Alguns são super cute e dão um toque belle époque à nossa personalidade. São eles: bronquite, asma, rinite. Não tem uma cura assim DEFINITIVA mas dá prá manter sobre controle e você sempre pode usar prá fazer aquele charminho no inverno: Ain, ain, minha bronquite de novo! Ain, tô mal, me trata bem!


- Canta aquela do gatinho felpudo!


Essas coisas.

No entanto, tem umas coisas que ATACAM a gente que não tem cura. Ou pelo menos, não tem um remédio assim específico infalível, que é só tomar e PAFT! nunca mais volta a acontecer. E geralmente essas coisas são do RAMO SOCIOLÓGICO, pode reparar.

Pensei nisso hoje, quando estava num Subway saboreando um sanduiche que só pode ser descrito como ESTRONDOSO. O problema com o Subway, o que o torna uma ameça como veremos a seguir, é a sua mal calculada relação pão X recheio. É muito recheio prá pouco pão. E então o que acontece é que você come e o sanduiche transborda, suja seu queixo, derrete na sua mão. Um espetáculo bonito de se ver? Não, querido leitor. Não é nada bonito. Pois olhando bem, você nota que é impossível manter a dignidade comendo um Subway. Ainda mais se você estiver acompanhado, por que aí tem mais o lado social que você tem que administrar. Você tem que conversar e ao mesmo tempo tem que comer um sanduiche que parece ter uma função além da nutritiva: tem a função de te envergonhar.


- Oi! Tô aqui prá te envergonhar e prá te alimentar!


De modos que é impossível manter a dignidade comendo um Subway. Mesmo que sua mãe tenha te ensinado direitinho como se portar a mesa. Com o Subway não tem educação, não tem dignidade que resista. É você no seu estado primitivo, é você em Ano Um lutando bravamente com seu alimento.


- CORRÃO PARA SODOMA!


E depois, como recuperar a dignidade perdida? Não existe remédio para isso. Limpar o rosto com o guardanapo é apenas um paliativo empírico e pouco garantido, pois dentro do seu ser você agora já sabe que há aquele LADO ANIMAL pronto para escapar. Agora você já sabe do que é capaz, você matou um Subway, você soltou suas garras. E agora, como recuperar a paz no coração, como voltar a ser o bom selvagem que você era?

Não há Resfenol que dê jeito quando a gente perde os critérios. Para isso a medicina ainda não evoluiu, entende?

É a mesma premissa de outro problema social: BISCATE NÃO SENTE FRIO.

Trata-se de um costume muito antigo, o das biscates sempre usarem trajes diminutos não importando a temperatura do ambiente. Fica aquela coisa desagradável de se ver e não há um comprimido ou xarope que você possa dar para este biscatedo de modo a colocar na CONSCIÊNCIA delas o quão brega e vulgares elas são.


- Tem na farmácia?


Sendo assim concluimos com pesar que a ciência tem deixado a desejar no quesito mazelas de personalidade, haja vista que não adianta nada você sarar da gripe se sai sem moral nenhuma da lanchonete, envergonhado de si mesmo. Não tô reclamando de nada. Inventaram a anestesia, agradeço eternamente. Inventaram a cirurgia para miopia, um beijo na córnea prá toda essa galera de branco. Mas né? Cadê o lado social da coisa toda? Inventa aew um regenerador de dignidade em gotas, fikdik.


-Que idéia boa! Vou fazer!


E não perca o próximo fascículo do MEDICINA MODERNA DO RMM: Lactobacilos: eles existem mesmo ou sequer estão vivos?

Até lá!

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